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quinta-feira, 18 de junho de 2020

Crime ambiental em Viseu




Exmo. Sr. Presidente da Câmara de Viseu
Recebemos nesta plataforma inúmeras denúncias sobre o que nos parece ser um abate massivo de árvores adultas e saudáveis na cidade de Viseu, nomeadamente na Av. António Lopes Pereira. 

Parece-nos inconcebível que em tempos de declarada urgência climática, em que mais do que nunca o papel das árvores urbanas é  fundamental para garantir qualidade de vida, os cidadãos sejam confrontados com decisões não sujeitas a escrutínio ou discussão pública que os privem das árvores das suas ruas, bairros e cidade.

As árvores, como ser vivos que são, não podem ser geridas como se fossem mobiliário urbano que se remove quando deixa  de agradar. Neste caso, perante as imagens que nos chegaram do abate injustificado de Inúmeras árvores ainda jovens e aparentemente bastante saudáveis, não podemos deixar de apresentar o nosso mais veemente protesto e apelar à imediata cessação da operação de abate e à procura de soluções alternativas para resolver eventuais conflitos que as árvores possam estar a causar. 

Porque defender as árvores é também defender as pessoas.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Podar porquê?


Os Jacarandás na Calçada da Ajuda , em 2015,  pouco tempo depois da plantação 



Maio de 2020 

Pedido de esclarecimento enviado à junta de freguesia da Ajuda 


terça-feira, 21 de abril de 2020

Lamentamos a perversidade que é abater árvores para fazer espaços verdes


Fotografias de R. Gama de algumas das árvores recentemente marcadas para abate na Praça de Espanha

Perante informação de que se prepara uma nova (1) e injustificada vaga de abate de árvores no âmbito das obras que decorrem na Praça de Espanha da responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa, esta Plataforma enviou o seguinte apelo ao presidente da CML:

Exmo. Senhor Presidente da CML 
Dr. Fernando Medina, 

Mais uma vez tomamos a liberdade de escrever a V. Exa. sobre as árvores da nossa cidade, desta feita sobre os abates na Praça de Espanha no âmbito das obras que ali decorrem. Lamentamos a perversidade que é abater árvores para fazer espaços verdes. O imprudente que é -  na crise climática que vivemos e quando se sabe que uma árvore jovem não proporciona os mesmos efeitos de árvores adultas - não adaptar os projectos, sobretudo projectos "verdes", às pré-existências. 

Isto é tanto mais importante quando sabemos já que muitas árvores jovens que têm sido plantadas pela CML no âmbito de projectos de requalificação não sobrevivem por falta de cuidados (basta consultar os abates previstos pela CML no mês de abril: árvores jovens que secaram) ou que os, menos frequentes, casos de transplantes, como neste caso da Pç. de Espanha, não vingam. 

A 3 de Março alertávamos V. Exa. por email dos abates de 40 árvores adultas e saudáveis (entre elas choupos, freixos, plátanos e rubíneas) e de 2 árvores de grande importância ecológica e patrimonial (um sobreiro e um ulmeiro com mais de 50 anos).

Ontem a  Plataforma foi avisada por uma munícipe de que se prepara nova empreitada de abate de 20 exemplares adultos (ver fotografias em anexo), ainda mais em plena época de nidificação. Embora sinalizadas para abate, o seu pré-aviso não se encontra no website da CML. 

O que vimos pedir a V. Exa. é que considere impedir este processo de abate e que envide diligências junto dos autores do projecto para uma solução que inclua estes exemplares no traçado. Torna-se cada vez mais desmotivador, preocupante e perigoso, verificarmos não só a crónica e completa discrepância entre o que é projectado e anunciado a 3-D com a realidade do pós-obra, como o facto de o cidadão comum se acabar por perder no "verde" de imagens virtuais, nunca sabendo quais as árvores que são na realidade para abater e quais as que são para preservar urgente que a CML tome a dianteira na necessidade que existe em corrigir e combater esta sistemática manipulação da opinião pública).

O que aqui pedimos, senhor Presidente, a ser aceite pela CML, não será novidade, uma vez que a CML já corrigiu projectos de paisagismo a pedido de munícipes, como foi o caso, muito recentemente, do não abate de choupos de grande porte junto ao cruzamento de Alcântara ou no Calvário com a preservação de uma antiga nespereira.

Em plena crise de saúde pública - e quando estudos científicos referem já a provável correlação entre a difusão do COVID-19 e a poluição do ar que favorece sua disseminação e aumenta a virulência da infecção, bem como o índice de mortalidade ser mais elevado em zonas poluídas - a preservação de árvores adultas é essencial, quando sabemos que são elas as principais responsáveis por filtrar a poluição e o CO2 (árvores jovens levarão sensivelmente duas décadas a fazê-lo na sua plenitude).

Assim, apelamos a V. Exa, senhor Presidente, para que impeça este abate de 20 árvores adultas e saudáveis, envidando esforços para a sua inclusão no projecto e nos informe sobre o número total de abates, transplantes e plantações desta empreitada.

(1)
Embora sem acesso a informação oficial, registamos que desde a sua aprovação este projecto que prevê a construção de um novo espaço verde na cidade de Lisboa já justificou o abate ou transplante de perto de uma centena de árvores adultas e saudáveis situação  que lamentamos profundamente.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Gestão danosa do património arbóreo na cidade da Horta

Há quase um ano uma surpreendente intervenção de amputação do arvoredo do Parque da Alagoa na cidade da Horta, gerou um forte movimento popular de contestação perante a câmara municipal.


Aos muitos pedidos de esclarecimento respondeu a câmara, alguns meses depois, de forma lacónica  evocando questões de segurança e confirmando o que já se desconfiava, não terá existido nenhum especialista em fitossanidade a acompanhar ou prescrever  tão radical e lesiva operação.

É sabido, qualquer técnico confirmaria,  que perante tal violência as árvores não iriam regenerar com facilidade e em caso algum ficariam mais saudáveis, passado quase um ano este é o lamentável estado dos Metrosideros podados em Maio de 2019.

Mas nem perante esta imagem de desolação a câmara municipal da Horta questionou as suas certezas e eis que há poucos dias decide aplicar a mesma receita desastrosa às restantes árvores do Parque. O resultado é, mais uma vez, chocante. E a impunidade e irresponsabilidade perante este tipo de crimes contra o ambiente e o património vivo, são cada vez menos toleráveis.


terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Queixa enviada ao Ministério Público


Exma. Senhora Procuradora-Geral da República
Dra. Lucília Gago

Vimos apresentar ao ministério público queixa perante o que pensamos ser um procedimento ilegal pela parte da junta de freguesia dos Olivais.

O caso: O abate de 27 árvores adultas de grande porte, iniciado em 22/01/2020 e ainda a decorrer, no jardim Maria de Lurdes Sá Teixeira na freguesia dos Olivais.

Constatamos não ter sido cumprido de nenhuma forma o estabelecido no ponto 5° do despacho 60/P/2012 que determina os procedimentos  para remoção de árvores, nomeadamente  no que diz respeito aos meios e prazos para informar os moradores.

Mesmo depois de ser  alertada de que não estava a cumprir a norma legal em vigor por despacho camarário, e após a chamada ao local da polícia de segurança pública, a junta de freguesia persiste no incumprimento e muitas árvores foram já abatidas apesar das constantes solicitações  e apelos dos moradores para consultar os relatórios fitossanitários que terão determinado a necessidade de abate das árvores, e o eventual plano para novas plantações de substituição.

Perante a escassa legislação  de defesa das árvores existente em Portugal, e face à urgência ambiental que marca de forma incontornável o nosso tempo, consideramos da maior importância que as leis existentes neste âmbito sejam escrupulosamente cumpridas, nesse sentido contamos com a atenção e intervenção do Ministério Público.

Melhores cumprimentos 


Plataforma em Defesa das Árvores  
 Defender árvores é também defender pessoas

Jardim Maria de Lurdes Sá Teixeira, hoje
Fotografias de Maria Viana

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Os três problemas fundamentais que há 5 anos não têm melhoras em Lisboa no que diz respeito às árvores


1. PODAS
Continuam a ser agendadas pelas juntas de freguesia grandes empreitadas de poda em ruas inteiras como se a poda anual fosse uma operação de rotina; as diferentes empresas contratadas não actuam de forma concertada e o resultado para além de muitas vezes ser danoso para o arvoredo que fica mutilado, espelha a descoordenação entre as diferentes juntas. A floresta urbana devia ter uma gestão que garantisse a sua uniformidade.
Exemplos: 
a) Empreitada de podas nas avenidas novas (em curso). Somos diariamente contactados por cidadãos preocupados com a descaracterização das árvores. Muitas foram podadas há menos de dois anos (por exemplo, as tílias da Sampaio e Pina). 
b) O caso do choupo centenário que pertencia à quinta dos Lagares d’El Rei, uma árvore que devia ser alvo de atenção e protecção especiais, eventualmente classificada de interesse público e/ou municipal, mas nas mãos de uma junta de freguesia vai ser podada por uma empresa que não nos suscita a menor confiança - a Recolte. O absurdo que é incumbir uma empresa de recolha de resíduos de uma intervenção de poda a uma árvore notável. A poda do choupo deve ser feita por arborista especializado em árvores antigas.
Comentário de um arborista sobre o relatório: “Se o relatório apenas refere "redução de copa" sem mais descritivo técnico, é uma carta aberta à mutilação.”
c) Podas dos jacarandás nas Avenidas Novas em plena floração (Maio de 2019 e Abril de 2017) 
d) Podas desastrosas nas Francesinhas (Junta de Freguesia da Estrela) em Outubro, fora da época de poda, segundo o Regulamento Municipal do Arvoredo (foi feito um pedido de ajuda à Plataforma por uma moradora).

2. ABATES
Muitas vezes sem cumprimento das normas expressas no despacho 60/P/2012. Os moradores não são notificados e chega a não existir autorização da câmara. 
Olivais, Parque das nações, Universidade de Lisboa (recorrentemente), Liceu Camões, Fórum Picoas.

3. PLANTAÇÕES
Notamos que muitas vezes são eliminadas  caldeiras depois de um abate ou simplesmente não é feita nova plantação. Estamos disponíveis para compilar uma lista de casos, mas a câmara teria de avançar com solução imediata para estes casos. 
Preocupa-nos também a morte das árvores recém-plantadas por falta de cuidados. 
Por fim, algumas considerações sobre a jardinagem subtractiva ou manutenção de espaços verdes versus jardinagem:
Há muito que em Portugal, pelo menos nas maiores cidades, deixou de haver jardinagem em espaços públicos. Os recintos universitários não são alheios a esse mal: os (impropriamente denominados) jardins que rodeiam os edifícios são na verdade extensos relvados, com meia dúzia de árvores proibidas de crescer plantadas aqui e ali com manifesta relutância. Em vez de jardineiros, há empresas de manutenção de espaços verdes que vêm aparar a relva duas vezes por mês e, uma vez por ano, podar as árvores para as fazer regressar às dimensões que tinham um ano atrás. É uma "jardinagem" toda subtractiva: poda, arranca, limpa, apara; nunca acrescenta uma flor, um arbusto, um canteiro. Para quê pagar um serviço tão triste, tão destrutivo e tão desqualificado? Se não há jardins nem gosto em mantê-los, então o orçamento em jardinagem deveria ser próximo de zero. Para evitar que o relvado se transformasse num mato eriçado, bastaria cortá-lo quatro ou cinco vezes por ano. Além da poupança orçamental, ganhar-se-ia um jardim com flores silvestres; e as árvores, livres do ritual da poda, poderiam finalmente fazer-se adultas.” - Paulo Araújo, in Dias com Árvores

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Abate de árvores adultas e saudáveis na Universidade de Lisboa

Recebido por mail:

"Isto foi o que aconteceu na faculdade de letras de Lisboa durante as férias de verão.
Os alunos estão indignados com a forma como a faculdade iniciou as obras no edifício , cortando todas as árvores de grande porte"







O pedido de esclarecimento enviado:

Exmo. Senhor Reitor da UL Prof. Doutor António Manuel da Cruz Serra
Exmo. Senhor Director da FLUL Professor Doutor Miguel Tamen

Fomos contactados por inúmeros alunos e professores, bem como ex-alunos, da Universidade de Lisboa relativamente ao abate em curso de árvores de grande porte, nomeadamente uma Ficus monumental, muito provavelmente com cerca de 60 anos, nos jardins da Faculdade de Letras, junto à estátua de D. Pedro V, patrono da instituição e homem de letras e ciência, que certamente desaprovaria tal acto.

Para nós, Plataforma em Defesa das Árvores - que agrega associações de defesa das árvores e cidadãos a título individual, incluindo ex-alunos da FLUL -, afigura-se-nos incompreensível que uma instituição dedicada ao ensino superior, nomeadamente na área das humanidades, que ensina, justamente, a conhecer e a ver de modo crítico, mas também sensível, o que nos rodeia, cometa tais atentados ambientais, numa altura em que a manutenção de árvores adultas nas cidades nunca foi tão importante e defendida pela ciência e quando Lisboa se prepara para, em 2020, ser a "capital verde europeia" e como tal um exemplo de boas práticas. 

Na verdade, este espaço e estas árvores, que muito provavelmente remontam a 1958, juntamente com a placa central da Cidade Universitária e o Estádio Universitário são espaços, segundo a Câmara Municipal de Lisboa, "extremamente importantes no contínuo ecológico da cidade", estando incluídos na sua Estrutura Verde.

Este não é um caso isolado em espaços sobre a alçada da Universidade e das instituições que a compõem.  Vimos por isso pedir esclarecimento sobre a intervenção neste caso em particular, nomeadamente os relatórios técnicos, obrigatórios por lei, que determinaram o abate destas árvores.

aguardamos resposta...





quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Porque as árvores são de todos, exigimos respeito!



Exmo. Sr. Coronel Silva Salgueiro
Director do Colégio Militar

Vimos por este meio apresentar o nosso mais  veemente protesto pelas podas em curso às magníficas tílias do prestigiado Colégio Militar.

Confessamos o nosso espanto por esta manifesta má prática de manutenção do arvoredo, mais a mais na espécie em presença, e porque há muito que esta temática vem sendo objecto das mais variadas acções de sensibilização do público e das entidades públicas e privadas, de modo a que a cidade e o país possam deter mais conhecimento de causa e com isso ombrear com as sociedades mais avançadas no que a isto diz respeito.

Maior espanto o nosso quando sabemos das tradicionais preocupações patrimoniais desse Colégio ao longo de várias décadas.

Solicitamos a V. Exa. e à Direcção do Colégio Militar que acolham como boas as recomendações do Regulamento Municipal do Arvoredo em vigor, a fim de que todos nos orgulhemos da boa saúde das árvores sob vossa jurisdição, e que são património arbóreo valioso para Carnide e para todos nós, lisboetas.

Solicitamos ainda que nos esclareçam sobre as razões que levaram a estas podas, designadamente quais os relatórios técnicos e fitossanitários que os tenham justificado, uma vez que nos parece estarmos na presença de árvores perfeitamente saudáveis e sem representarem perigo algum para os transeuntes.

Certos da vossa melhor compreensão, apresentamos os nossos melhores cumprimentos e votos de Feliz Ano Novo!


Rosa Casimiro, Paulo Ferrero, Inês Beleza Barreiros, Miguel Sepúlveda Velloso, João Pinto Soares, Jorge Pinto, Susana Neves, Maria Magalhães Ramalho, Florbela Veiga Frade, Raquel Lopes,  Teresa Kaufmann Sampaio, Fátima Castanheira, Manuela Correia, Maria Filomena Caetano, Pedro Lérias, Duarte d'Araújo Mata, Marcolino Vilaça, Aurora Carapinha,Teresa Belmonte Travassos, Manuel Sousa, Ana Patriarca, Gui Abreu de Lima, Pedro Teixeira da Mota, Luiza Bragança, Pedro Jordão, Olimpio Fernandes, Marta Macedo, João Diniz, João Silva Jesus, Fernando Wintermantel, Luís Martins Pereira, Margarida Carmo Paz, Carlos Neves, Nuno Franco Caiado, Alexandre Guerra, Serafim Riem, Jorge Oliveira, Margarida Teixeira de Sousa, Tiago Cartageno, Khushi Parisara, Miguel Jorge, Denise Pinto, Clara Vilhena, Manecas Cris, Alexandra Berinde, Teófilo Braga, João Luis Antunes, Ana Ventura, João Almeida,  Rui Vieira, Ermete Pires, Ana Mafalda Bourbon, Isabel David Martins, João Firmino, João Coutinho, Catarina Marto, Claudia Camacho, Patrícia Caeiro, Maria Cristo Neve, Sofia Salgueiro, Catherine Savage, Paula Serrano, Nuno Oliveira, Rute Guimarães, Américo Ferreira, Pedro Mauricio, Paulo Baptista da Silva, Andreia Galvão Mota, Anita Ferreira, Clementina Rodrigues Mota, Ramiro Rio, Cristina Martinelli, Cristina Lobo Antunes, João Rebôlo, Cátia Mendes,  Jorge Valente, Teresa Araújo Costa, Augusta Isabel Mendes Cadilha, Maria Maiato, Ana Marques, Aurora Silva, Patrícia Alexandra Miranda, Luís Neves, Viriato Oliveira, Virgínia Bernardo, Cátia Guerreiro, José de Azevedo Coutinho, Rita Fão, Isabel Mata Torres, João Gonçalo, Jozelita Vilão, Joana Soares, Pedro Mónica Ribeiro, Nicol Martinho, Isabel Cardoso, Ana Nunes, Eduardo Burnay, Vitor Joaquim, Eduardo Guerra Domingos, Elsa Borges da Silva, João Miguel Vaz Ribeiro, Teresa Farias, Vera Spiguel, Jean Loup, Simo Antti Salin, Álvaro Seabra de Albuquerque, João Almeida, Luis Henrique Pissarra, Jorge Castanho, Miguel Dias, Carlos Fulgêncio, Rita Camões Guerra, David da Silva e Sousa, Ana Gomes, Constantino Correia, Teresinha Barros, Flor Zack, Damiana Sousa, Maria do Céu Estanqueiro, Cristina Cooker, Constantino Correia,  Nuno Aparício, Pedro Alves Sousa, Nuno Berberan Ramalho, São Lopes, ...









terça-feira, 28 de agosto de 2018

Mutilação de árvore classificada de Interesse Público



 Fotografias de Monica de Almeida Casqueira

Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Dr. Fernando Medina
Exma. Sra. Presidente da Junta de Freguesia de Arroios
Dra. Margarida Martins
Conforme poderão V. Exas. constatar pela foto que segue junto (da autoria de Mónica Almeida), e ao que nos acabam de informar moradores no local, foi recentemente podada de forma verdadeiramente escandalosa a bela-sombra junto à Igreja dos Anjos, árvore que está classificada de Interesse Público (http://www2.icnf.pt/portal/florestas/ArvoresFicha?Processo=AIP11065605I&Concelho=&Freguesia=&Distrito=)!
Julgávamos que, após os sucessivos alertas e denúncias sobre más práticas do passado, feitos não só desde que esta Plataforma foi criada, como durante algumas décadas até então, alertas e denúncias que terão contribuído para, finalmente, existir um Regulamento Municipal do Arvoredo de Lisboa; assistir-se a uma barbárie como a presente seria impossível de acontecer em Lisboa, contudo aconteceu.
Serve o presente para apresentarmos o nosso protesto veemente, e para solicitar a V. Exas. que punam exemplarmente os responsáveis por este acto a todos os títulos deplorável, ilegal (se se confirmar a não autorização do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas) e indigno do Pelouro dos Espaços Verdes da CML e/ou dessa Junta de Freguesia, no caso de ter havido autorização da vossa parte.
Iremos solicitar esclarecimentos ao ICNF e apresentar queixa ao Ministério Público.


...

Esclarecimento da JF Arroios - Quebra de pernada na madrugada de 12 para 13:

Exmos. Srs.

No seguimento da exposição abaixo, e por incumbência da Sra. Presidente Margarida Martins, cumpre apresentar o esclarecimento que se segue.
Na madrugada de dia 12 para dia 13 de agosto, um exemplar de Phytolacca, com um grande porte e classificada, que se encontra junto à Igreja dos Anjos, quebrou uma pernada como demonstrado no registo fotográfico que se junta.
A queda dessa pernada provocou bastantes estragos, em cerca de 40% da copa desta árvore, ficando a mesma bastante danificada.
Assim, contactada a nossa empresa de manutenção de Espaços Verdes, procederam-se às intervenções que natureza mais urgente, sendo que durante o dia 13 e 14 realizou-se limpeza dos ramos partidos e esgalhados, que se encontravam no chão e pendurados, pelo que a intervenção realizada se limitou estritamente à zona que tinha danos resultantes da já referida quebra de pernada, tratando-se pois de um exemplar com um grande valor patrimonial.
A operação de reequilíbrio de copa será realizada em articulação e com a presença de técnicos do ICNF.

Gratos pela atenção e ao dispor.
Cumprimentos,
Junta de Freguesia de Arroios
Cláudia Santos
Divisão de Ambiente Urbano e Desenvolvimento Local

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Destruição de património arbóreo por incompatibilidade com proposta de arquitectura


Estamos cansados de dizer que os projectos de arquitectura e paisagismo que, como este que se pretende fazer no Palacete Leitão em Lisboa, nos prometem "requalificação", "respeito pela identidade do jardim original", "promover a utilização de materiais de carácter naturalizado/antigo"; não podem, de forma totalmente incoerente, desrespeitar o património natural existente. 

Estas são apenas algumas das árvores notáveis que se pretendem abater no local.

E mais abaixo o protesto enviado aos responsáveis pela aprovação do projecto.

Exmo. Senhor Presidente Dr. Fernando Medina
Exmo. Senhor Vereador Manuel Salgado
Exmo. Senhor Vereador José Sá Fernandes


Apresentamos a V. Exas. o nosso repúdio por aquilo que consideramos ser mais um atentado ao património arbóreo da cidade em nome de um projecto de arquitectura e de “paisagismo” que, incoerentemente, pretende qualificar e respeitar um local de valor e beleza assinaláveis.

Referirmo-nos ao Palacete Leitão, sito na Rua Marquês de Fronteira, nº 14-16, e ao pedido de informação prévia nº 1422/EDI/”2018, cuja concretização implicará o abate dos mais antigos e importantes exemplares arbóreos existentes no local, a saber um dragoeiro monumental, um freixo e um cipreste notáveis, e alguns jacarandás e castanheiros da Índia de porte considerável. É de lamentar, aliás, a argumentação utilizada pelo autor do projecto, que ao referir-se bastas vezes ao facto de as árvores a abater o terem de ser por força de não se enquadrarem no projecto de arquitectura, como ao “acenar” com a manutenção de várias espécies, a maior parte delas sem a importância ou porte das que se pretende abater.

Mais uma vez os serviços da CML parecem dispostos a aprovar projectos de arquitectura e de paisagismo em que o património arbóreo é totalmente ignorado e delapidado, voltando a forçar que as pré-existências se adaptem aos projectos e não que estes se adaptem, respeitem e integrem aquelas; uma prática já por nós criticada por várias vezes (ex. a intervenção no vizinho Palacete Mendonça, Avenida Fontes Pereira de Melo, Torre de Picoas, várias obras no âmbito do programa "Uma Praça em cada Bairro", etc...  ).

Não podemos deixar de lamentar essa prática continuada, e de aqui fazermos o nosso apelo para que seja reavaliado o projecto em apreço, no sentido de preservar os exemplares arbóreos acima apontados e cujo pedido para abate se anexa a este mail, e que assim se inverta a má-prática já referida.

Com os melhores cumprimentos
A Plataforma em Defesa das Árvores


segunda-feira, 30 de abril de 2018

Em defesa do Jardim das Amoreiras

Exmo Sr. Vereador José Sá Fernandes

É com uma enorme perplexidade e indignação que assistimos, de dia para dia, ao desleixo e degradação daquele que consideramos ser um dos mais bonitos e emblemáticos jardins de Lisboa, o Jardim das Amoreiras, parte integrante de monumento nacional - o aqueduto -, e representado mais do que uma vez na obra de uma das mais internacionais pintoras portuguesas, Maria Helena Vieira da Silva, local da sua fundação e casa-atelier.

Parece-nos evidente que a Junta de Freguesia ( Santo António) não consegue reunir as condições necessárias à manutenção de um espaço desta importância para a cidade, por isso entendemos ser urgente que a CML, à semelhança do que foi feito na Av. da Liberdade, resgate a manutenção e monitorização diária do jardim antes que os danos se tornem irrecuperáveis. Lembramos que existe neste jardim uma notável e única coleção botânica, nomeadamente de árvores de grande porte( tílias, tipuanas, um conjunto importante de ginkgo biloba, Firmiana simplex, teixo, paineira, entre outras) cuja perda por desleixo e desconhecimento A CML, como entidade responsável e informada, não pode permitir.

Na expectativa de que os serviços da Câmara , pelos quais é responsável, possam encontrar uma solução rápida para esta situação totalmente inaceitável, apresentamos os nossos melhores cumprimentos.





(Fotografias de M.Ruivo)