terça-feira, 20 de março de 2018
terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
Pedido de audição, em defesa das árvores na Serra de Sintra
(fotografia daqui)
Exmos. Senhores Deputados Membros da 11ª Comissão Permanente,
O Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) pretende retomar o projecto de abate de milhares de árvores na Serra de Sintra (EN 9-1 entre a Lagoa Azul e Malveira da Serra e estrada florestal entre a Malveira e o cruzamento da Portela).
Em 2017, o ICNF justificava o abate de 1350 árvores, essencialmente pinheiros e ciprestes, por razões de ordem "fitossanitária". Tal projecto viria a ser forte e justificadamente contestado pela população e por especialistas, levando a que as autarquias de Sintra e Cascais se lhe opusessem publicamente, o que levou à sua suspensão.
É, pois, com enorme surpresa e consternação que o Q Sintra (movimento de cidadania de Sintra) e a Plataforma em Defesa das Árvores (plataforma cívica de que fazem parte várias ONG ambientalistas) tomam conhecimento da vontade do ICNF em retomar o projecto, que agora justifica com a necessidade de criar uma faixa de segurança contra incêndios.
Até agora, o ICNF não explicou quais os critérios com que selecciona as árvores que quer abater, nem qual a sua estratégia para a defesa da serra de Sintra e não se conhece qualquer estudo sobre o impacto deste corte no valor da paisagem.
Para prevenir incêndios, o que é urgente fazer na serra de Sintra é gerir e ordenar a floresta de uma forma sistemática, com a visão adequada à preservação de uma paisagem classificada, e eliminar com urgência os verdadeiros factores de risco que a ameaçam: árvores caídas, descontrolo de espécies invasoras, acumulação de lixo ou entulho, muros derrubados, intervenções privadas sem fiscalização e controlo.
Nesse sentido, e porque continuamos a considerar que tal abate continua a ser injustificado, por ser o Parque Natural Sintra-Cascais de um valor incalculável do ponto de vista cultural, ambiental e afectivo, que não necessita de abates mas de vigilância atenta e permanente (assunto que ambas as autarquias continuam a ignorar, década após década), solicitamos uma audição a Vossas Excelências, com carácter de urgência, a fim de expormos os nossos argumentos e de sensibilizarmos essa Comissão a travar definitivamente este processo.
terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
Pedido de esclarecimento enviado a 19/02
Exmo. Senhor Vereador José Sá Fernandes
Perfazendo exactamente um ano sobre a entrega, em reunião pública de câmara, da nossa "Petição pela reintegração da Avenida da Liberdade no Corredor Verde de Monsanto”, altura em que nos informou pessoalmente do resgate pela CML de espaço público da Av. da Liberdade, mais concretamente sobre a manutenção dos seus espaços verdes (canteiros, árvores, lagos),constatamos que a situação se encontra como as imagens em anexo demonstram: uma vergonha. Serve o presente, portanto, para solicitarmos a V.Exa. esclarecimentos quanto à efectiva, ou não, transferência temporária de tutela e qual o seu efeito prático até agora. Preocupa-nos particularmente a manutenção do coberto arbóreo desta Avenida, que conforme nos confirmou, é parte integrante do corredor verde de Monsanto.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
Recordando um jardim que está em perigo (II)
Um texto sentido de Ana Alves de Sousa, escrito para para o projecto “Memórias das Avenidas” antes da tragédia se ter abatido sobre o jardim do Palacete Mendonça, que é também um justo agradecimento ao Eng. Rui Romão uma pessoa cujo pensamento está cheio de jardins* e que nos últimos 25 anos se dedicou de alma e coração a este jardim maravilhoso.
* O que é que se encontra no início? O jardim ou o jardineiro? É o jardineiro. Havendo um jardineiro, mais cedo ou mais tarde um jardim aparecerá. Mas, havendo um jardim sem jardineiro, mais cedo ou mais tarde ele desaparecerá. O que é um jardineiro? Uma pessoa cujo pensamento está cheio de jardins. O que faz um jardim são os pensamentos do jardineiro. O que faz um povo são os pensamentos daqueles que o compõem.
Rubem Alves, 2002
O jardim do Palacete Mendonça
Avós e Netos de Mãos Dadas
Agradecimento
Ao Eng.º Rui Romão por tudo o que nos ensinou, pelo extraordinário exemplo de perseverança, amor e respeito pela natureza, por todo o trabalho que realizou neste jardim centenário durante mais de 25 anos.
Quando eu era pequena a minha Mãe falava-me das visitas que em tempos fizera com o seu Avô paterno a um palacete rodeado por um grande parque que ficava relativamente perto da casa onde ambos viviam, na Avenida António Augusto de Aguiar. Recordava sobretudo o jardim e a quinta, o moinho de vento, a água que escorria de cascatas forradas de fetos e de avencas, os túneis de buxo e, a meio da tarde, os chás e as bolachinhas servidos ao ar livre na sombra cheirosa de um caramanchão coberto de rosas de Santa Teresinha.
O palacete pertencia a Carolina e a Henrique de Mendonça, proprietários de roças em São Tomé. Sem ter certezas, penso que essas visitas dever-se-iam ao facto de Henrique de Mendonça ter sido, entre 1913 e 1925, Vice-Governador do Banco Nacional Ultramarino e de o meu Bisavô ter inaugurado a agência de Quelimane desse mesmo banco em 1902 e, anos mais tarde, ter sido responsável pela agência de Lourenço Marques. Assim sendo, existiria uma relação profissional que justificava esses encontros, bem como uma eventual amizade resultante do facto de terem ambos uma paixão imensa por África e de aí terem trabalhado e passado largos anos das suas vidas. Fosse por que razão fosse, o meu Bisavó era visita da casa. A minha Mãe acompanhava-o sempre que possível e essas tardes de passeio de mão dada com o seu Avô ficaram gravadas na sua memória.
Quando, em meados dos anos 60, viemos morar para o Bairro Azul, eu costumava passar rente ao muro do Palacete Mendonça, a caminho do Liceu Maria Amália. Espreitava através do gradeamento de ferro forjado e imaginava como teriam sido os tempos em que a minha Mãe brincava naquele enorme parque murado que parecia agora meio abandonado e selvagem, quase como se de uma floresta tropical se tratasse.
Durante muitos anos o jardim permaneceu inacessível até que finalmente, nos anos 90, a Universidade Nova, então proprietária do palacete, celebrou um acordo com a Câmara Municipal de Lisboa: os serviços camarários responsabilizar-se-iam pelo arranjo e limpeza do parque e, como contrapartida, este passava a ser público mediante a apresentação de uma identificação. Anos mais tarde, a Fundação Calouste Gulbenkian emprestou à Universidade 13 esculturas que foram estrategicamente colocadas em diferentes pontos do parque, convidando à sua descoberta.
Pouco a pouco, o parque recuperou a sua beleza e dignidade e a minha Mãe voltou a passear pelo jardim da sua infância, agora de mão dada com os seus Netos.
O parque do Palacete Mendonça é pois, para a minha família - tal como, certamente, para muitas outras pessoas - um espaço mágico e foi com enorme alegria que soubemos da sua venda à Fundação Aga Khan na convicção de que esta irá proceder não só ao restauro do edifício mas também do parque e mantê-lo aberto à população, tal como esperado e noticiado. Deste modo, permitirá que aqui se renove essa maravilhosa cadeia de mãos dadas de tantas gerações e o Parque do Palacete Mendonça continuará a fazer parte da memória passada e futura de todos nós.
Quando, em meados dos anos 60, viemos morar para o Bairro Azul, eu costumava passar rente ao muro do Palacete Mendonça, a caminho do Liceu Maria Amália. Espreitava através do gradeamento de ferro forjado e imaginava como teriam sido os tempos em que a minha Mãe brincava naquele enorme parque murado que parecia agora meio abandonado e selvagem, quase como se de uma floresta tropical se tratasse.
Durante muitos anos o jardim permaneceu inacessível até que finalmente, nos anos 90, a Universidade Nova, então proprietária do palacete, celebrou um acordo com a Câmara Municipal de Lisboa: os serviços camarários responsabilizar-se-iam pelo arranjo e limpeza do parque e, como contrapartida, este passava a ser público mediante a apresentação de uma identificação. Anos mais tarde, a Fundação Calouste Gulbenkian emprestou à Universidade 13 esculturas que foram estrategicamente colocadas em diferentes pontos do parque, convidando à sua descoberta.
Pouco a pouco, o parque recuperou a sua beleza e dignidade e a minha Mãe voltou a passear pelo jardim da sua infância, agora de mão dada com os seus Netos.
O parque do Palacete Mendonça é pois, para a minha família - tal como, certamente, para muitas outras pessoas - um espaço mágico e foi com enorme alegria que soubemos da sua venda à Fundação Aga Khan na convicção de que esta irá proceder não só ao restauro do edifício mas também do parque e mantê-lo aberto à população, tal como esperado e noticiado. Deste modo, permitirá que aqui se renove essa maravilhosa cadeia de mãos dadas de tantas gerações e o Parque do Palacete Mendonça continuará a fazer parte da memória passada e futura de todos nós.
Ana Maria de Mendonça T.S. Alves de Sousa
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
Carta Aberta a Sua Alteza o Príncipe Aga Khan
Your Highness Prince Aga Khan,
We are writing you with an urgent plea, taking into consideration the Foundation's legacy in regards to the rehabilitation of gardens and parks as well as the restoration of historic buildings all over the world.
We ask you to, please, stop the knocking down of hundreds of centenary trees, namely Celtis australis, in the gardens of the Foundation's future headquarters, in Lisbon. Along with the construction of a garage and a lake, these acts will certainly compromise the future of other trees in the park, such as the ensemble of dragon trees (Dracaena draco). This park is classified as of "Public Interest", according to Portuguese law, which gives the dimension of the important patrimony the Foundation has in hands.
We also call your attention to the reformation works inside the Palace Mendonça itself. This palace was conceived by one of the most important Portuguese architects of the beginning of the 20th century, Ventura Terra, and it stands for the most accomplished Art Nouveau buildings in Portugal. Any changes to its structure will compromise the coherence of the whole and examples of this architectural style do not abound in our country.
What is happening both in the park and the building does not live up to the standards the Foundation has put in other projects elsewhere and this is the more intriguing when what is at stake are its headquarters that should stand as a showcase of the Foundation's standards.
We kindly ask Your Highness for your intervention in stoping the destruction of Portuguese patrimony.
What is happening both in the park and the building does not live up to the standards the Foundation has put in other projects elsewhere and this is the more intriguing when what is at stake are its headquarters that should stand as a showcase of the Foundation's standards.
We kindly ask Your Highness for your intervention in stoping the destruction of Portuguese patrimony.
Thank you for your time and consideration.
Yours sincerely,
Yours sincerely,
Plataforma em Defesa das Árvores
Fórum Cidadania Lx
Comissão de Moradores do Bairro Azul
Vizinhos das Avenidas Novas
Rui Romão (former Gardner of Palace Mendonça)
Associação de Moradores das Avenidas Novas de Lisboa
Fórum Cidadania Lx
Comissão de Moradores do Bairro Azul
Vizinhos das Avenidas Novas
Rui Romão (former Gardner of Palace Mendonça)
Associação de Moradores das Avenidas Novas de Lisboa
quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
Recordando um jardim que está em perigo
Núcleo de dragoeiros, Palácio Mendonça / Casa Ventura Terra, Lisboa, Portugal
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
Arboricídio (de interesse público)
Jardins do Palacete Mendonça em Abril de 2017
Jardins do Palacete Mendonça, Hoje
Estamos baralhados! Este palacete e o respectivo Jardim não são património de interesse público?
(fomos impedidos de fotografar no local)
quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
Menos árvores, mais torres
Meses mais tarde a legalidade da obra é posta em causa, quando o deputado municipal Ricardo Robles denuncia, "a expansão da construção do edifício além dos limites legais do lote e a posterior tentativa de camuflagem da ilegalidade por parte da Câmara Municipal de Lisboa". Em causa estava a utilização, pelo promotor da obra, do espaço de passeio público da Fontes Pereira de Melo, o tal espaço público que a autarquia prometia aos Lisboetas requalificar com mais árvores e e menos carros, e que, como consequência desse "erro de cálculo", foi privatizado para facilitar a construção do estacionamento de um edifício cujo interesse para a cidade é até hoje discutível e que certamente inviabilizará a existência das prometidas árvores nesse troço da Av Fontes Pereira de Melo.
Nas traseiras e restantes envolventes do edifício, também a coisa não foi resolvida atempadamente nem de forma clara. Num processo confuso e bastante obscuro que implica, concessões, património classificado, estacionamento subterrâneo, reformulação de arruamentos, gestão de tráfego e até de uma nova e surpreendente obra no âmbito do programa "uma praça em cada bairro", constatamos que muito do espaço público será adaptado antes às conveniências dos donos da torre do que aos interesses e qualidade de vida dos restantes cidadãos. Só assim se explica que sem que os Lisboetas tenham sido consultados, seja agora imposto pela CML o abate (mascarado de transplante) de dezenas de árvores adultas e saudáveis existentes no local.
Mais uma vez a CML, prepotentemente, determina o abate indiscriminado e ilegal do património arbóreo da cidade em nome de uma obra, só que desta vez a obra é privada e polémica e como tal este abate, que pode ocorrer a qualquer momento porque foi solicitada licença para prescindir dos prazos legalmente estabelecidos no despacho camarário 60/P/2012, é, para além de ilegal e incoerente, infame!
O aviso, ainda pouco fundamentado, foi apenas publicado pela Junta de Freguesia das Av. Novas(e não pela Câmara como seria expectável), e pode ser consultado aqui, dá conta do abate de árvores na Rua Pinheiro Chagas, e na Av. 5 de outubro, mas após consulta a peças públicas do projecto, tememos que possam ser mais extensos. Já foi enviado, pela Plataforma em Defesa das Árvores, um pedido de esclarecimento ao Vereador Manuel Salgado.
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
É esta a qualidade de vida que queremos?
Guimarães
Princípio geral da Lei de bases do ambiente
1 - Todos os cidadãos têm direito a um ambiente humano e ecologicamente equilibrado e o dever de o defender, incumbindo ao Estado, por meio de organismos próprios e por apelo a iniciativas populares e comunitárias, promover a melhoria da qualidade de vida, quer individual, quer colectiva.
terça-feira, 14 de novembro de 2017
Vergonha!
Constatamos que a Junta de Freguesia de Benfica tem repetidamente desrespeitado normas expressas no Regulamento Municipal do Arvoredo de Lisboa, aprovado em Julho de 2017 em sede dessa assembleia, nomeadamente a linha g) do Artigo 9º que proíbe, "efectuar rolagem de árvore, em qualquer circunstância".
São já muitas as árvores da freguesia que foram recentemente sujeitas a rolagens, uma prática que há muito não se via em Lisboa, lesiva para o arvoredo e veemente desaconselhada pela maioria dos técnicos de arboricultura moderna.
Pedimos a V. Exa que actue em conformidade no sentido de garantir o cumprimento do Regulamento Municipal do Arvoredo e a qualidade do património arbóreo da cidade de Lisboa.
Em anexo enviamos fotografia de algumas das árvores que foram sujeitas a rolagem no âmbito dos trabalhos em curso na Avenida Gomes Pereira em Lisboa, Benfica.
terça-feira, 24 de outubro de 2017
SOS, pelos freixos de Marvão II
Exmos. Senhores Deputados
Membros da 11ª Comissão da Assembleia da República
Na sequência do movimento de protesto contra o pré-anúncio de abate de dezenas de freixos monumentais do chamado “Túnel das Árvores Fechadas” de Marvão (foto em anexo, da autoria de Descobrir Alentejo), um protesto que começou por ser da população local e que rapidamente se alastrou um pouco a todo o país, vem a Plataforma em Defesa das Árvores solicitar uma audiência a Vossas Excelências, senhores Deputados, com carácter de urgência, a fim de expormos aquilo que consideramos ser um crime de lesa-património nacional, ambiental e cultural, e pedirmos a intervenção da Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação da Assembleia da República na melhor resolução deste assunto.
Como é do conhecimento de Vossas Excelências, trata-se de um conjunto 235 freixos centenários, (Fraxinus angustifolia Vahl), que existem na Estrada Nacional nº246-1, entre Castelo de Vide e Marvão (distrito de Portalegre), e que estão classificados pelo Plano Director Municipal de Marvão (Resolução do Conselho de Ministros n.° 70/94) e, mais importante, classificadas como Árvores de Interesse Público desde 24 de Fevereiro de 1997, estando actualmente sob a tutela da Infraestruturas de Portugal (IP).
Trata-se, resumindo da preservação ou não de um património arbóreo único no nosso país, um conjunto de árvores veneráveis, que não pertencem apenas à geração que as plantou e que delas cuidou, mas a todas as gerações que lhe seguiram.
Muito resumidamente: um estudo recente, sem qualquer contraditório, como se impunha, recomendou à CM Marvão e à IP o abate imediato de mais de 40 destes freixos monumentais. Acontece que estas árvores vêm sendo negligenciadas desde há muitos anos. Em meados dos anos 90 ainda estavam de boa saúde e o "túnel de árvores" era um cenário magnífico. Face ao aumento significativo de tráfego de pesados (que ali circulam a velocidades acima dos 80km/h), o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) defendeu, oportunamente, a transferência do tráfego de pesados para estradas alternativas, mas nada aconteceu. Em 2012, foram abatidas cerca de 30 árvores. Há também notícias de abates em 2008 e o abate controverso, já em 2017, de mais algumas pela IP.
Não questionamos a legitimidade do estudo, mas não aceitamos com facilidade as conclusões propaladas publicamente. As árvores constituem-se como biocenoses, o que implica que as intervenções numas, tenham impactos que podem ser muito negativos em outras.
Solicitamos, por isso, a essa Comissão, uma audiência com carácter de urgência, na qual nos faremos representar por agentes locais e por especialistas.
Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos
A Plataforma em Defesa das Árvores
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
A carta
Vivem-se dias negros no nosso país e muito haverá para resolver, entretanto a nossa carta vai circulando tal qual batata quente, do gabinete do Primeiro Ministro, passando pela Secretária de Estado do Território e Conservação da Natureza, até ao Gabinete do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural.... E os freixos senhores?
quinta-feira, 21 de setembro de 2017
SOS, pelos freixos de Marvão
(fotografia de descobriralentejo.pt)
Exmo. Senhor Primeiro Ministro
Dr. António Costa,
Dirigimo-nos a V. Exa. no sentido de o alertar e de lhe fazer chegar a nossa imensa consternação e inquietação sobre o que se prevê venha a acontecer à preservação de um património arbóreo único no nosso país, um conjunto de árvores veneráveis, que não pertencem apenas à geração que as plantou e que dela cuidou, mas a todas as gerações que lhe seguiram.
Trata-se da alameda de freixos (Fraxinus angustifolia Vahl) monumentais da Estrada Nacional 246-1, entre Castelo de Vide e Marvão (distrito de Portalegre); um conjunto 235 freixos centenários classificado pelo Plano Director Municipal de Marvão (Resolução do Conselho de Ministros n.° 70/94). Estas árvores estão ainda classificadas como Árvores de Interesse Público desde 24 de Fevereiro de 1997.
Acontece que um estudo recente recomenda o abate de mais de 40 destes freixos monumentais. Estas árvores vêm sendo negligenciadas desde há muitos anos. Em meados dos anos 90 ainda estavam de boa saúde e o "túnel de árvores" era um cenário magnífico. Mais recentemente, em 2012, foram abatidas cerca de 30 árvores (!). Há também notícias de abates em 2008 e o abate controverso já este ano de mais algumas pela Infraestruturas de Portugal.
Não questionamos a legitimidade das conclusões do estudo, ao qual ainda não tivemos acesso, nem o diagnóstico desolador que este faz às árvores, mas não aceitamos com facilidade as soluções avançadas. As árvores constituem-se como biocenoses, o que implica que as intervenções numas, tenham impactos que podem ser muito negativos em outras.
Em Portugal existem escassíssimas estradas em túnel com árvores monumentais. Há mais de 100 anos alguém se deu ao trabalho de escolher cuidadosamente, talvez mesmo semear, esta alameda de freixos. Plantou-os, cuidou deles, e partiu com a certeza de que tinha feito algo de útil para as próximas gerações. Com que direito aqueles que hoje herdam este património e têm responsabilidades em legá-lo às gerações futuras escolhem preservar a estrada e abater as árvores monumentais?
Os especialistas e homens da ciência têm a obrigação de, em coordenação com os políticos e os cidadãos interessados, encontrar soluções desacostumadas para o mundo.
Sabemos que, em tempos, houve um projecto de construção de uma estrada alternativa entre Marvão e Castelo de Vide, que ficou esquecido. E há muito que o ICNF, a entidade responsável pelo arvoredo classificado, recomenda o fecho da estrada ao trânsito como medida de preservação destas árvores.
O que vimos pedir a V. Exa, Senhor Primeiro Ministro (que no passado como Presidente da CML redigiu o inovador despacho 60/P/2012), é que faça sair da gaveta este projecto de estrada alternativa e que o "túnel" das árvores do Marvão seja fechado ao trânsito e posto à fruição dos portugueses como santuário arbóreo do país. Que estes freixos possam morrer de pé e com a dignidade de que são exemplo há mais de uma centena de anos.
Muito obrigada pela atenção que se dignar prestar a este nosso pedido.
Muito atentamente,
Rosa Casimiro, Inês Beleza Barreiros, Paulo Ferrero, Fátima Castanheira, Miguel Velloso, Maria de Magalhães Ramalho, Jorge Pinto, João Pinto-Soares, Manuela Correia, Rui Plácido, Raquel Lopes, Elsa Severino, Artur Lourenço, Manuel Valadas Preto, Maria de Fátima Carmo, Carlos Neves, Paulo Torres, Paulo Lemos, Alexandre Nunes, Ana Alves de Sousa, Gui Abreu de Lima e J.D. Mondego, Ana Cristina Figueiredo, Rui Romão, José Rui Fernandes, Pedro Janarra
Pela
Plataforma em Defesa das Árvores
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
Queixa enviada ao Ministério Público
Janeiro de 2015 Setembro de 2017
Exma. Sra. Procuradora-Geral
Doutora Joana Marques Vidal
Vimos apresentar ao Ministério Público factos que nos parecem desconformes à lei, de lesa-património monumental e prejudiciais ao ambiente e, consequentemente, à qualidade de vida dos cidadãos de Lisboa.
Temos reserva quanto aos procedimentos que conduziram à autorização de abate de uma árvore classificada - um lódão bastardo monumental (Celtis australis) - no Jardim Alfredo Keil, na Praça da Alegria. Jardim esse que possui um conjunto recentemente (re)classificado (Despacho n.º 7892/2017) de nove árvores notáveis constituído por uma Ceiba speciosa, uma Ceiba crispiflora, dois Metrosideros excelsa, dois Celtis australis, duas Erythrina crista-galli e uma Washingtonia robusta. O que faz dele um lugar absolutamente único e no qual qualquer intervenção, estando no perímetro de segurança de árvores classificadas, deve ser escrupolosa e sujeita a autorização do ICNF.
Do enquadramento histórico:
1. Anteriormente, neste jardim existiam seis lodãos classificados como conjunto de interesse público.
2. Em 2000 foi pedida a desclassificação, alegadamente porque alguns destes lódãos estavam doentes e eram perigosos. Nessa altura, desclassificaram todos e abateram-se três. Mantiveram-se outros três.
3. Em 2014 a CML fez novo estudo fitossanitário, sendo que a JF de Sto. António já era responsável pela gestão do arvoredo do jardim. Esse relatório determinou, entre outras coisas, o abate de um desses três lodãos remanescentes. É com base neste relatório que a JF decide, em 2015, podar os dois lódãos que restaram de um conjunto de seis.
4. Muito recentemente, o ICNF reviu a reclassificação das árvores do jardim e decidiu classificar o conjunto, em vez de manter as árvores classificadas isoladas. Como consequência, a área de protecção diminuiu.
5. Neste conjunto, agora classificado, incluem-se os dois lódãos bastardos, nomeadamente o que agora se pretende abater, exactamente - não sem estranheza - no momento em que o conjunto em que se insere é classificado de "interesse público". O lódão em causa estava já classificado individualmente, mas a sua protecção foi reconfirmada com a entrada em vigor, há poucos dias, de um despacho que classifica como de “interesse público” todo o arvoredo do Jardim Alfredo Keil (Despacho n.º 7892/2017).
Dos factos presentes:
6. Como já foi referido, este lódão monumental foi podado sem qualquer profissionalismo pela JF de Sto. António, em Janeiro de 2015, depois do abate de uma outra árvore sua vizinha. O ICNF, entidade a quem cabe zelar pela defesa de arvoredo classificado, não se pronunciou, abstendo-se de cumprir a lei que obrigava a atenção especial pela proximidade das restantes árvores classificadas do jardim, não havendo qualquer consequência sobre a JF.
7. A árvore ficou, a partir de então, descompensada e frágil, dado que foi severamente podada de um lado mas não de outro, e sujeita a doenças várias (ver fotografia 1).
8. Dois anos depois, esta semana, é anunciado o abate da mesma, autorizado pelos serviços da CML, tendo por base parecer do Laboratório de Patologia Vegetal do Instituto Superior de Agronomia, ao qual não tivemos acesso. O INCF nada obsta ao referido abate.
Afigura-se-nos que:
10. Acresce que os relatórios fitossanitários que agora sustentam este abate não estão publicados e acessíveis aos cidadãos, como é de lei.
11. Há dolo da parte do ICNF que não defendeu, em devido tempo (2015 e agora), o cumprimento da Lei em matéria de classificação de arvoredo e agora não lhe resta outra opção se não a de assinar um atestado de óbito a património que ele mesmo classificou e que tem como obrigação defender.
12. Estranhamente, no mesmo local do abate surge agora um parque infantil pago com o patrocínio de hotéis vizinhos (ver fotografia 2), sendo que as obras estão já adiantadas. Não houve o cuidado em ajustar o plano de construção do parque infantil à pré-existência da árvore classificada. Esta prática, também ela reiterada na cidade de Lisboa, de conceber alterações no espaço público sem prévia consideração pelo arvoredo de grande porte revela-se atentatória do bem comum (sabendo, como sabemos, que árvores adultas têm funções vitais na qualidade de vida das pessoas: no ar que se respira, na regulação de temperaturas e ventos, etc.).
13. Mais estranho se nos afigura quando é mantido, no mesmo jardim, um outro lodão com um índice de inclinação bastante acentuado, sem que isso cause apreensão às entidades envolvidas.
Nestas circunstâncias, cremos estar perante um crime ambiental e de lesa-património com contornos pouco nítidos e de responsabilidades repartidas entre a JF Sto. António, a CML e o ICNF.
Posto isto, apresentamos queixa junto de V. Exa. por, em nosso entender, o ICNF não ter assegurado o cumprimento da Lei em matéria de classificação de arvoredo desde logo em 2015 e novamente agora, chamado igualmente a atenção para a "coincidência" entre este abate de património monumental de todos e a construção do parque infantil patrocinado por hotéis vizinhos ao Jardim.
Na expectativa, aceite os nossos melhores cumprimentos,
A Plataforma em Defesa das Árvores
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
Lisboa perde mais uma das suas árvores monumentais
A máquina está bem montada, as juntas fazem os disparates (mas ninguém lhes chama a atenção ou as responsabiliza), passado uns anos as árvores apresentam problemas fitossanitários irreversíveis, confirmados pelos técnicos do Laboratório de Patologia Vegetal “Veríssimo de Almeida”, perante os quais a CML propõe o abate que o ICNF (fraquinho como está) não pode recusar. E pronto, está o espaço livre para alargar estradas, construir garagens, e até fazer parques infantis. Tudo é mais importante do que uma árvore monumental.
Denúncia feita em 2015, de poda desastrosa levada a cabo pela Junta de Freguesia de Santo António.
A mesma árvore hoje com a sua condenação à morte.
domingo, 27 de agosto de 2017
Árvores Veneráveis
Algumas árvores merecem o estatuto de Árvores Veneráveis. Tratar com desprezo ou indiferença uma Árvore Venerável é criminoso. Estas árvores são aquelas que não pertencem apenas às gerações de homens que as semeiam, plantam e cuidam, são árvores que pertencem a muitas, muitas gerações, árvores com vidas longas, algumas chegam a viver milhares de anos e isto só é possível se os homens, pelas vidas dos quais elas generosamente passam, as venerarem incondicionalmente.
Isto a propósito de notícias recentes que dão conta de um estudo que recomenda o abate de cerca de 40 dos freixos monumentais no túnel de árvores da estrada de Marvão. Não questionamos a legitimidade das conclusões do estudo, ao qual ainda não tivemos acesso mas que tudo indica ser sério e cuidadoso, nem o diagnóstico desolador que este faz às árvores, mas não aceitamos com facilidade as soluções avançadas. Os especialistas e homens da ciência têm a obrigação de, em coordenação com políticos e cidadãos, inventar soluções desassombradas para o mundo. É difícil, dizem alguns, é perigoso, dizem os cautelosos, pois interdite-se a estrada se é perigoso circular nela, invista-se o tempo, o conhecimento e o esforço, que não foi investido a cuidar convenientemente destas árvores, na procura de soluções que garantam o futuro do que resta deste venerável conjunto de árvores que é único e insubstituível em Portugal.
Houve alguém, que há mais de 100 anos, se deu ao trabalho de escolher cuidadosamente, talvez mesmo semear, esta alameda de freixos, plantou-os, cuidou deles, e partiu com a certeza de que tinha feito algo de útil para as próximas gerações. Com que direito aqueles que herdam a responsabilidade de tratar destas árvores e de as legar às gerações futuras as negligenciaram e deixaram adoecer? E como é que agora perante a decadência de grande parte delas se escolhe preservar a estrada e abater as árvores?
Isto a propósito de notícias recentes que dão conta de um estudo que recomenda o abate de cerca de 40 dos freixos monumentais no túnel de árvores da estrada de Marvão. Não questionamos a legitimidade das conclusões do estudo, ao qual ainda não tivemos acesso mas que tudo indica ser sério e cuidadoso, nem o diagnóstico desolador que este faz às árvores, mas não aceitamos com facilidade as soluções avançadas. Os especialistas e homens da ciência têm a obrigação de, em coordenação com políticos e cidadãos, inventar soluções desassombradas para o mundo. É difícil, dizem alguns, é perigoso, dizem os cautelosos, pois interdite-se a estrada se é perigoso circular nela, invista-se o tempo, o conhecimento e o esforço, que não foi investido a cuidar convenientemente destas árvores, na procura de soluções que garantam o futuro do que resta deste venerável conjunto de árvores que é único e insubstituível em Portugal.
Houve alguém, que há mais de 100 anos, se deu ao trabalho de escolher cuidadosamente, talvez mesmo semear, esta alameda de freixos, plantou-os, cuidou deles, e partiu com a certeza de que tinha feito algo de útil para as próximas gerações. Com que direito aqueles que herdam a responsabilidade de tratar destas árvores e de as legar às gerações futuras as negligenciaram e deixaram adoecer? E como é que agora perante a decadência de grande parte delas se escolhe preservar a estrada e abater as árvores?
(temos tido conhecimento de inúmeros abates relativamente recentes neste local, o problema não é de hoje: cerca de 30 árvore abatidas em 2012 , notícias de abates em 2008, abate controverso feito pela IP este ano...)
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
À vontade do freguês
Poda selvagem e irresponsável ao Plátano do Largo Marquês do Lavradio (Alfama) feita pela Junta de Freguesia de Santa Maria maior.
Esta é mais uma situação a juntar à mutilação da Bela-Sombra do Limoeiro, dos Jacarandás do Largo do Carmo (a Nascente), das Oliveiras de Santo Estevão e das Laranjeiras da Sé. O património arbóreo da freguesia já é pequeno, por este andar um dia será nulo.
Santa Maria Maior é um exemplo evidente de gestão danosa do arvoredo.
sexta-feira, 28 de julho de 2017
Um Regulamento Municipal do Arvoredo que descartou o seu sujeito: as Árvores!
No passado dia 18 de Julho, a Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou o Regulamento Municipal do Arvoredo (RMA).
Da proposta inicial 799/CM/2015, que deu entrada na AML em 23 de Dezembro de 2015, pouco ou nada resta do espírito normativo que o consagrava. Após mais de um ano e meio retido na AML, eis que prevaleceram as pretensões das Juntas de Freguesia (JF), num desfecho sem a necessária consulta pública.
Se a manta de retalhos na gestão do arvoredo já vinha a evidenciar-se no terreno, consignada pelas sucessivas Delegação de Competências da Câmara Municipal de Lisboa (CML) para as JF, ficou agora legitimada por um dito "Regulamento" que subverte o próprio carácter intrínseco de uniformização.
As árvores da capital do país passam a ser geridas pela casuística e aleatoriedade de cada autarquia - a CML e 24 JF - e de "quem tenha a competência delegada" (ipsis verbis).
Na Reunião Pública da CML, em 26 de Julho, pela intervenção de Inês Beleza Barreiros, foi detalhada a ineficácia e entropia desta (Des)Regulamentação aprovada em sede da AML, sugerindo-se - com exemplos concretos -, ao Presidente e Vereadores da CML, um imprescindível repensar da reforma administrativa da cidade para com o seu coberto arbóreo.
Vídeo: Reunião Pública da CML 26_07_2017 - Plataforma em Defesa das Árvores (por Inês Beleza Barreiros)
Vídeo: Reunião Pública da CML 26_07_2017 - Plataforma em Defesa das Árvores (respostas Presidente e Vereadores)
Artigo no "Público": https://www.publico.pt/2017/07/27/local/noticia/muita-parra-pouca-uva-regulamento-das-arvores-de-lisboa-fica-adiado-para-o-proximo-mandato-1780455
Da proposta inicial 799/CM/2015, que deu entrada na AML em 23 de Dezembro de 2015, pouco ou nada resta do espírito normativo que o consagrava. Após mais de um ano e meio retido na AML, eis que prevaleceram as pretensões das Juntas de Freguesia (JF), num desfecho sem a necessária consulta pública.
Se a manta de retalhos na gestão do arvoredo já vinha a evidenciar-se no terreno, consignada pelas sucessivas Delegação de Competências da Câmara Municipal de Lisboa (CML) para as JF, ficou agora legitimada por um dito "Regulamento" que subverte o próprio carácter intrínseco de uniformização.
As árvores da capital do país passam a ser geridas pela casuística e aleatoriedade de cada autarquia - a CML e 24 JF - e de "quem tenha a competência delegada" (ipsis verbis).
Na Reunião Pública da CML, em 26 de Julho, pela intervenção de Inês Beleza Barreiros, foi detalhada a ineficácia e entropia desta (Des)Regulamentação aprovada em sede da AML, sugerindo-se - com exemplos concretos -, ao Presidente e Vereadores da CML, um imprescindível repensar da reforma administrativa da cidade para com o seu coberto arbóreo.
Vídeo: Reunião Pública da CML 26_07_2017 - Plataforma em Defesa das Árvores (por Inês Beleza Barreiros)
Vídeo: Reunião Pública da CML 26_07_2017 - Plataforma em Defesa das Árvores (respostas Presidente e Vereadores)
Artigo no "Público": https://www.publico.pt/2017/07/27/local/noticia/muita-parra-pouca-uva-regulamento-das-arvores-de-lisboa-fica-adiado-para-o-proximo-mandato-1780455
Etiquetas:
aml,
Árvores,
Assembleia Municipal de Lisboa,
Câmara Municipal de Lisboa,
CML,
Regulamento Municipal do Arvoredo,
RMA
Querem abater estas 19 árvores!
Tudo é permitido nesta cidade sem leis e sem nenhum respeito pelas árvores. Onde estão os relatórios que atestam o mau estado de saúde de tantas árvores ao mesmo tempo? Onde é que está a sensatez dos homens que governam Lisboa como se tudo fosse descartável?
quarta-feira, 19 de julho de 2017
Pedido de Esclarecimento enviado a todos os/as candidatos/as à CML
A Plataforma em Defesa das Árvores enviou cinco perguntas a cada um dos candidatos à CML
sobre as propostas contidas no programa eleitoral dos partidos pelos quais concorrem
no que diz respeito às árvores e aos espaços verdes da cidade,
por forma a que os cidadãos sejam esclarecidos e votem em consciência.
Subscrever:
Mensagens (Atom)







































