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terça-feira, 6 de agosto de 2019

Abate de árvores adultas e saudáveis na Universidade de Lisboa

Recebido por mail:

"Isto foi o que aconteceu na faculdade de letras de Lisboa durante as férias de verão.
Os alunos estão indignados com a forma como a faculdade iniciou as obras no edifício , cortando todas as árvores de grande porte"







O pedido de esclarecimento enviado:

Exmo. Senhor Reitor da UL Prof. Doutor António Manuel da Cruz Serra
Exmo. Senhor Director da FLUL Professor Doutor Miguel Tamen

Fomos contactados por inúmeros alunos e professores, bem como ex-alunos, da Universidade de Lisboa relativamente ao abate em curso de árvores de grande porte, nomeadamente uma Ficus monumental, muito provavelmente com cerca de 60 anos, nos jardins da Faculdade de Letras, junto à estátua de D. Pedro V, patrono da instituição e homem de letras e ciência, que certamente desaprovaria tal acto.

Para nós, Plataforma em Defesa das Árvores - que agrega associações de defesa das árvores e cidadãos a título individual, incluindo ex-alunos da FLUL -, afigura-se-nos incompreensível que uma instituição dedicada ao ensino superior, nomeadamente na área das humanidades, que ensina, justamente, a conhecer e a ver de modo crítico, mas também sensível, o que nos rodeia, cometa tais atentados ambientais, numa altura em que a manutenção de árvores adultas nas cidades nunca foi tão importante e defendida pela ciência e quando Lisboa se prepara para, em 2020, ser a "capital verde europeia" e como tal um exemplo de boas práticas. 

Na verdade, este espaço e estas árvores, que muito provavelmente remontam a 1958, juntamente com a placa central da Cidade Universitária e o Estádio Universitário são espaços, segundo a Câmara Municipal de Lisboa, "extremamente importantes no contínuo ecológico da cidade", estando incluídos na sua Estrutura Verde.

Este não é um caso isolado em espaços sobre a alçada da Universidade e das instituições que a compõem.  Vimos por isso pedir esclarecimento sobre a intervenção neste caso em particular, nomeadamente os relatórios técnicos, obrigatórios por lei, que determinaram o abate destas árvores.

aguardamos resposta...





quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Porque as árvores são de todos, exigimos respeito!



Exmo. Sr. Coronel Silva Salgueiro
Director do Colégio Militar

Vimos por este meio apresentar o nosso mais  veemente protesto pelas podas em curso às magníficas tílias do prestigiado Colégio Militar.

Confessamos o nosso espanto por esta manifesta má prática de manutenção do arvoredo, mais a mais na espécie em presença, e porque há muito que esta temática vem sendo objecto das mais variadas acções de sensibilização do público e das entidades públicas e privadas, de modo a que a cidade e o país possam deter mais conhecimento de causa e com isso ombrear com as sociedades mais avançadas no que a isto diz respeito.

Maior espanto o nosso quando sabemos das tradicionais preocupações patrimoniais desse Colégio ao longo de várias décadas.

Solicitamos a V. Exa. e à Direcção do Colégio Militar que acolham como boas as recomendações do Regulamento Municipal do Arvoredo em vigor, a fim de que todos nos orgulhemos da boa saúde das árvores sob vossa jurisdição, e que são património arbóreo valioso para Carnide e para todos nós, lisboetas.

Solicitamos ainda que nos esclareçam sobre as razões que levaram a estas podas, designadamente quais os relatórios técnicos e fitossanitários que os tenham justificado, uma vez que nos parece estarmos na presença de árvores perfeitamente saudáveis e sem representarem perigo algum para os transeuntes.

Certos da vossa melhor compreensão, apresentamos os nossos melhores cumprimentos e votos de Feliz Ano Novo!


Rosa Casimiro, Paulo Ferrero, Inês Beleza Barreiros, Miguel Sepúlveda Velloso, João Pinto Soares, Jorge Pinto, Susana Neves, Maria Magalhães Ramalho, Florbela Veiga Frade, Raquel Lopes,  Teresa Kaufmann Sampaio, Fátima Castanheira, Manuela Correia, Maria Filomena Caetano, Pedro Lérias, Duarte d'Araújo Mata, Marcolino Vilaça, Aurora Carapinha,Teresa Belmonte Travassos, Manuel Sousa, Ana Patriarca, Gui Abreu de Lima, Pedro Teixeira da Mota, Luiza Bragança, Pedro Jordão, Olimpio Fernandes, Marta Macedo, João Diniz, João Silva Jesus, Fernando Wintermantel, Luís Martins Pereira, Margarida Carmo Paz, Carlos Neves, Nuno Franco Caiado, Alexandre Guerra, Serafim Riem, Jorge Oliveira, Margarida Teixeira de Sousa, Tiago Cartageno, Khushi Parisara, Miguel Jorge, Denise Pinto, Clara Vilhena, Manecas Cris, Alexandra Berinde, Teófilo Braga, João Luis Antunes, Ana Ventura, João Almeida,  Rui Vieira, Ermete Pires, Ana Mafalda Bourbon, Isabel David Martins, João Firmino, João Coutinho, Catarina Marto, Claudia Camacho, Patrícia Caeiro, Maria Cristo Neve, Sofia Salgueiro, Catherine Savage, Paula Serrano, Nuno Oliveira, Rute Guimarães, Américo Ferreira, Pedro Mauricio, Paulo Baptista da Silva, Andreia Galvão Mota, Anita Ferreira, Clementina Rodrigues Mota, Ramiro Rio, Cristina Martinelli, Cristina Lobo Antunes, João Rebôlo, Cátia Mendes,  Jorge Valente, Teresa Araújo Costa, Augusta Isabel Mendes Cadilha, Maria Maiato, Ana Marques, Aurora Silva, Patrícia Alexandra Miranda, Luís Neves, Viriato Oliveira, Virgínia Bernardo, Cátia Guerreiro, José de Azevedo Coutinho, Rita Fão, Isabel Mata Torres, João Gonçalo, Jozelita Vilão, Joana Soares, Pedro Mónica Ribeiro, Nicol Martinho, Isabel Cardoso, Ana Nunes, Eduardo Burnay, Vitor Joaquim, Eduardo Guerra Domingos, Elsa Borges da Silva, João Miguel Vaz Ribeiro, Teresa Farias, Vera Spiguel, Jean Loup, Simo Antti Salin, Álvaro Seabra de Albuquerque, João Almeida, Luis Henrique Pissarra, Jorge Castanho, Miguel Dias, Carlos Fulgêncio, Rita Camões Guerra, David da Silva e Sousa, Ana Gomes, Constantino Correia, Teresinha Barros, Flor Zack, Damiana Sousa, Maria do Céu Estanqueiro, Cristina Cooker, Constantino Correia,  Nuno Aparício, Pedro Alves Sousa, Nuno Berberan Ramalho, São Lopes, ...









terça-feira, 28 de agosto de 2018

Mutilação de árvore classificada de Interesse Público



 Fotografias de Monica de Almeida Casqueira

Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Dr. Fernando Medina
Exma. Sra. Presidente da Junta de Freguesia de Arroios
Dra. Margarida Martins
Conforme poderão V. Exas. constatar pela foto que segue junto (da autoria de Mónica Almeida), e ao que nos acabam de informar moradores no local, foi recentemente podada de forma verdadeiramente escandalosa a bela-sombra junto à Igreja dos Anjos, árvore que está classificada de Interesse Público (http://www2.icnf.pt/portal/florestas/ArvoresFicha?Processo=AIP11065605I&Concelho=&Freguesia=&Distrito=)!
Julgávamos que, após os sucessivos alertas e denúncias sobre más práticas do passado, feitos não só desde que esta Plataforma foi criada, como durante algumas décadas até então, alertas e denúncias que terão contribuído para, finalmente, existir um Regulamento Municipal do Arvoredo de Lisboa; assistir-se a uma barbárie como a presente seria impossível de acontecer em Lisboa, contudo aconteceu.
Serve o presente para apresentarmos o nosso protesto veemente, e para solicitar a V. Exas. que punam exemplarmente os responsáveis por este acto a todos os títulos deplorável, ilegal (se se confirmar a não autorização do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas) e indigno do Pelouro dos Espaços Verdes da CML e/ou dessa Junta de Freguesia, no caso de ter havido autorização da vossa parte.
Iremos solicitar esclarecimentos ao ICNF e apresentar queixa ao Ministério Público.


...

Esclarecimento da JF Arroios - Quebra de pernada na madrugada de 12 para 13:

Exmos. Srs.

No seguimento da exposição abaixo, e por incumbência da Sra. Presidente Margarida Martins, cumpre apresentar o esclarecimento que se segue.
Na madrugada de dia 12 para dia 13 de agosto, um exemplar de Phytolacca, com um grande porte e classificada, que se encontra junto à Igreja dos Anjos, quebrou uma pernada como demonstrado no registo fotográfico que se junta.
A queda dessa pernada provocou bastantes estragos, em cerca de 40% da copa desta árvore, ficando a mesma bastante danificada.
Assim, contactada a nossa empresa de manutenção de Espaços Verdes, procederam-se às intervenções que natureza mais urgente, sendo que durante o dia 13 e 14 realizou-se limpeza dos ramos partidos e esgalhados, que se encontravam no chão e pendurados, pelo que a intervenção realizada se limitou estritamente à zona que tinha danos resultantes da já referida quebra de pernada, tratando-se pois de um exemplar com um grande valor patrimonial.
A operação de reequilíbrio de copa será realizada em articulação e com a presença de técnicos do ICNF.

Gratos pela atenção e ao dispor.
Cumprimentos,
Junta de Freguesia de Arroios
Cláudia Santos
Divisão de Ambiente Urbano e Desenvolvimento Local

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Destruição de património arbóreo por incompatibilidade com proposta de arquitectura


Estamos cansados de dizer que os projectos de arquitectura e paisagismo que, como este que se pretende fazer no Palacete Leitão em Lisboa, nos prometem "requalificação", "respeito pela identidade do jardim original", "promover a utilização de materiais de carácter naturalizado/antigo"; não podem, de forma totalmente incoerente, desrespeitar o património natural existente. 

Estas são apenas algumas das árvores notáveis que se pretendem abater no local.

E mais abaixo o protesto enviado aos responsáveis pela aprovação do projecto.

Exmo. Senhor Presidente Dr. Fernando Medina
Exmo. Senhor Vereador Manuel Salgado
Exmo. Senhor Vereador José Sá Fernandes


Apresentamos a V. Exas. o nosso repúdio por aquilo que consideramos ser mais um atentado ao património arbóreo da cidade em nome de um projecto de arquitectura e de “paisagismo” que, incoerentemente, pretende qualificar e respeitar um local de valor e beleza assinaláveis.

Referirmo-nos ao Palacete Leitão, sito na Rua Marquês de Fronteira, nº 14-16, e ao pedido de informação prévia nº 1422/EDI/”2018, cuja concretização implicará o abate dos mais antigos e importantes exemplares arbóreos existentes no local, a saber um dragoeiro monumental, um freixo e um cipreste notáveis, e alguns jacarandás e castanheiros da Índia de porte considerável. É de lamentar, aliás, a argumentação utilizada pelo autor do projecto, que ao referir-se bastas vezes ao facto de as árvores a abater o terem de ser por força de não se enquadrarem no projecto de arquitectura, como ao “acenar” com a manutenção de várias espécies, a maior parte delas sem a importância ou porte das que se pretende abater.

Mais uma vez os serviços da CML parecem dispostos a aprovar projectos de arquitectura e de paisagismo em que o património arbóreo é totalmente ignorado e delapidado, voltando a forçar que as pré-existências se adaptem aos projectos e não que estes se adaptem, respeitem e integrem aquelas; uma prática já por nós criticada por várias vezes (ex. a intervenção no vizinho Palacete Mendonça, Avenida Fontes Pereira de Melo, Torre de Picoas, várias obras no âmbito do programa "Uma Praça em cada Bairro", etc...  ).

Não podemos deixar de lamentar essa prática continuada, e de aqui fazermos o nosso apelo para que seja reavaliado o projecto em apreço, no sentido de preservar os exemplares arbóreos acima apontados e cujo pedido para abate se anexa a este mail, e que assim se inverta a má-prática já referida.

Com os melhores cumprimentos
A Plataforma em Defesa das Árvores


segunda-feira, 30 de abril de 2018

Em defesa do Jardim das Amoreiras

Exmo Sr. Vereador José Sá Fernandes

É com uma enorme perplexidade e indignação que assistimos, de dia para dia, ao desleixo e degradação daquele que consideramos ser um dos mais bonitos e emblemáticos jardins de Lisboa, o Jardim das Amoreiras, parte integrante de monumento nacional - o aqueduto -, e representado mais do que uma vez na obra de uma das mais internacionais pintoras portuguesas, Maria Helena Vieira da Silva, local da sua fundação e casa-atelier.

Parece-nos evidente que a Junta de Freguesia ( Santo António) não consegue reunir as condições necessárias à manutenção de um espaço desta importância para a cidade, por isso entendemos ser urgente que a CML, à semelhança do que foi feito na Av. da Liberdade, resgate a manutenção e monitorização diária do jardim antes que os danos se tornem irrecuperáveis. Lembramos que existe neste jardim uma notável e única coleção botânica, nomeadamente de árvores de grande porte( tílias, tipuanas, um conjunto importante de ginkgo biloba, Firmiana simplex, teixo, paineira, entre outras) cuja perda por desleixo e desconhecimento A CML, como entidade responsável e informada, não pode permitir.

Na expectativa de que os serviços da Câmara , pelos quais é responsável, possam encontrar uma solução rápida para esta situação totalmente inaceitável, apresentamos os nossos melhores cumprimentos.





(Fotografias de M.Ruivo)