quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Petição entregue hoje na Câmara Municipal de Lisboa


Intervenção da plataforma na reunião de câmara de hoje:

A Plataforma em Defesa das Árvores, traz hoje à vossa consideração o maciço arbóreo que, em conjunto com o seu património edificado, faz da nossa Avenida da Liberdade aquela que é até hoje a mais bonita avenida de Lisboa.
Em primeiro lugar, vimos entregar em mão, a nossa “Petição pela reintegração da Avenida da Liberdade no Corredor Verde de Monsanto”, que reuniu um total de cerca de 782 assinaturas, online e presenciais.
Em segundo lugar, queremos saber, Senhor Presidente, algo que a nosso ver é elementar: quem tem a tutela da Avenida da Liberdade? A CML ou a Junta de Freguesia de Santo António?

E perguntamos isto porque nos foi dito muito recentemente, que a CML havia recuperado da JF a gestão das árvores e canteiros da Avenida da Liberdade, o que nos traz bastante satisfação uma vez que é um dos pontos da nossa petição e, mais importante, constatámos há dias que foram plantadas árvores e renovados os canteiros e o lago dos dragões. Contudo, gostaríamos de saber se esse “resgate” da Avenida é para manter pela CML ou se é provisório, regressando mais tarde à tutela da JF, que tão má conta tem dado dela.

Em terceiro lugar, queremos saber a razão por que a CML não considera a Avenida como “espaço estruturante” do Corredor Verde de Monsanto, algo que nos parece evidente e que, naturalmente, esclareceria a questão da titularidade da Avenida uma vez que esta passaria a ser da esfera da CML em definitivo.

Por último, a Plataforma em Defesa das Árvores gostaria de saber, Senhor Presidente, o que pensa a CML fazer para desbloquear o Regulamento Municipal do Arvoredo, preso nas malhas da AML por impensáveis detalhes burocráticos, que só desprestigiam a nossa cidade e que, em última instância, só prejudicam as árvores de Lisboa, o que contraria o espírito daquele Regulamento em boa hora desenvolvido pela CML. 

As respostas podem ser ouvidas aqui

Um mês- Um Jardim


Juntem-se a nós este sábado de manhã (10.30) para uma visita guiada pela Eng. Agrónoma Isabel Leal ao Jardim Botânico Tropical (também conhecido por Jardim do Ultramar ou Jardim Colonial), em Belém.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Arboricídio ao mais alto nível


Hoje foram abatidas sete árvores da Alameda mais icónica do país, o túnel de freixos de Marvão, conjunto arbóreo notável, classificado de Interesse Público e como tal com um estatuto de Monumento Nacional. O abate das árvores só não foi em maior número porque foi travado pela população e membros do poder local que hoje se viram surpreendidos pelo abate sem aviso levado a cabo pela empresa "Infraestruturas de Portugal". Não consta que o ICNF tenha autorizado o abate como manda a lei.

Como é que isto é possível ? 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

"Conflito entre copas de árvores"





Exma. Senhora Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa
Arq. Helena Roseta

Vimos alertar V.Exa. para um procedimento, sem precedentes, levado a cabo pela Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica, que nos parece ser totalmente inadequado à cidade de Lisboa e à sua actual política de incremento dos espaços 
​arborizados​
.  Trata-se de uma autorização,​ ​elaborada pela própria junta com base em critérios​ ​que carecem de fundamento, para abater uma árvore saudável num espaço ajardinado da freguesia
​ 
(enviada em anexo)​
.  

A inexistência de um Regulamento Municipal do Arvoredo em Lisboa e o vazio​ que tal origina não deve servir de desculpa para este tipo de procedimentos, mais ou menos pontuais, aos quais a Assembleia Municipal deve estar atenta e​ a todo custo​ evitar. ​Pedimos pois a atenção​ de V. Exa.​ para este caso. A autorização ​de abate, sendo este necessário, deverá se​ ​ fundamentada​ em critérios válidos​ e emitida​​ por autoridade competente​ para o fazer​, ​ e não​​ pela junta de Freguesia.

Na expectativa de que seja encontrada a melhor solução para este problema e desde já grata pela atenção,
Melhores cumprimentos

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Do contra-senso: abaterem-se árvores para criar jardins

Em Belém, junto à Central Tejo,  abateram-se um sem número de palmeiras e árvores sem aviso prévio à população e sem relatórios fitossanitários. 
A obra é da responsabilidade da Fundação EDP, mas tratando-se de espaço público não deixa por isso de ter que seguir os procedimentos legais que constam nos despachos 60/P/2012 e 95/P/2016.
Aplaudimos o incremento de espaços verdes, mas não à custa de abates de árvores (as palmeiras tinham cerca de 20-25 anos), recusando também uma visão utilitarista e de desperdício de recursos.


Antes

Depois 


 Vista aérea


 Detalhe 1


 Detalhe 2

 Restos de árvores lá ao fundo
 
 Operação de remoção de palmeira em curso 1 
  Operação de remoção de palmeira em curso 2


 Operação de remoção de palmeira em curso 3

 Será que estas palmeiras ainda vão ser replantadas?

 O projecto foi incapaz de contemplar a preservação das árvores. 
Em contrapartida contemplou um objecto inanimado de fácil translado.



PARA MEMÓRIA FUTURA (AINDA) RESTAM ESTES 2 EXEMPLARES: 



sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Em defesa das árvores do Jardim da Luz




Exmo. Senhor Presidente da Junta de freguesia de Carnide

Após visita ao local, somos a protestar junto dessa Junta de Freguesia
​ ​
por persistir em manter
​, desde Junho de 2016,​
 nas árvores do histórico Jardim da Luz as plataformas de arborismo, que as fotos documentam. 

Trata-se, a nosso ver, de estruturas que
​ ​
são agressivas para a boa manutenção das árvores de grande porte que são a maior riqueza do Jardim da Luz, ex-libris de Carnide
​ e património da cidade de Lisboa​
, e que põem em risco, inclusive, as  árvores classificadas de Interesse Público existentes no jardim, pelo que solicitamos esclarecimentos sobre se o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas foi consultado para o efeito.
 
Além do mais, essa presença configura uma prática encapotada de publicidade às empresas que constam dos vários placards pendurados, ou seja, de aproveitamento do
​s​
 espaço
​​
 público para publicidade a privados. 

Lamentamos que as boas-práticas a que a Junta de Freguesia de Carnide nos habituou estejam agora em risco
​. Apelamos à retirada urgente de todas as estruturas fixas às árvores e f
azemos votos para que o Jardim da Luz volte a ser o espaço
 de
​ biodiversidade,​
 lazer e 
​tranquilidade
 a que nos habituou, até há pouco tempo.