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domingo, 31 de janeiro de 2016

Gestão autárquica de baixo nível na alta de Lisboa


Chamaram-lhe pomposamente Alta de Lisboa, o projecto prometia qualidade de vida, urbanismo de qualidade, uma cidade para o futuro! 

Projectaram-se jardins e traçaram-se amplas avenidas arborizadas. Para corrigir os erros que tantas vezes justificam as violentas podas camarárias -tão comuns como criticadas- plantaram-se árvores a boa distância das fachadas dos prédios, investiu-se fortemente em arborização, nem podia ser de outra forma os tempos eram aqueles em que já não se podiam ignorar ou esconder os benefícios de viver com árvores de grande porte por perto. 

Mas, entretanto, no âmbito da reforma administrativa da cidade de Lisboa, grande parte das árvores desta chamada Alta de Lisboa ficaram nas mãos de uma junta de freguesia - Santa Clara- que é porventura a Junta de freguesia mais incompetente de Lisboa nesta matéria. A gestão do arvoredo levada a cabo por este órgão autárquico é o que de mais baixo nível existe na cidade, esta junta de freguesia, que se diz “Rumo ao Futuro” tudo tem feito para que no futuro não existam árvores ou sombras na Freguesia de Santa Clara!

As fotografias - tiradas hoje na Alta de Lisboa- são arrepiantes, e peço desculpa por isso, mas não são os piores exemplos de gestão do arvoredo desta freguesia, há muito pior! Retratam, isso sim, um local para o qual foram criadas expectativas e foram feitas promessas de qualidade de vida que não existe de todo.

E será que a CML depois do que aqui investiu não tem nada a dizer sobre isto? Será que também aqui a AML não pode emitir recomendações porque as juntas são órgãos autónomos? As árvores de Lisboa podem cair nas mãos de gente sem escrúpulos, conhecimentos ou respeito pelas regras e pelo património e não há nada a fazer para o evitar? Condenam as nossas árvores à morte e não fazemos nada?